Prémio Doutoramento em Ecologia - Fundação Amadeu Dias - 2018
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Iniciativas

1º Encontro da Sociedade Ibérica de Ecologia

 

"Ecology: an integrative science in the Anthropocene"

 

É com muito gosto que apresentamos o 1º Encontro da Sociedade Ibérica de Ecologia! A conferência irá lançar a SIBECOL (Sociedade Ibérica de Ecologia) como uma nova sociedade científica que junta os ecólogos ibéricos numa visão ampla e integradora das suas diferentes áreas. A iniciativa rsulta da colaboração da SPECO, da AEET (Sociedade Espanhola de Ecologia Terrestre), da AIL (Associação Ibérica de Limnologia e da SEEEE (Sociedade Espanhola de Etologia e Ecologia Evolutiva), assim como de um grupo de ecólogos marinhos de ambos os países. O encontro coincide com a comemoração do centenário do nascimento do Professor Ramón Margalef.

A conferência irá abordar o grande historial multidisciplinar e integrador da Ecologia. O objectivo é destacar os conceitos transversais da Ecologia, que são partilhados por diferentes vertentes desta ciência (limnologia, ecologia marinha, ecologia terrestre, ecologia teórica), independentemente do sistema em estudo. Procura a troca de ideias e abordagens que são comuns às diferentes especialidades e providenciar uma plataforma de discussão acerca da contribuição das ciências ecológicas para a resolução das grandes transformações ambientais de origem antropogénica.

Lista preliminar de temas:

  • A interacção entre a ecologia e a evolução
  • Biogeografia e macroecologia
  • Biodiversidade e redes ecológicas
  • Ecologia microbiana
  • Respostas funcionais e estruturais à escassez de água e nutrientes
  • Interacções bióticas e funcionamento dos ecossistemas
  • Influência de eventos extremos nos ecossistemas
  • A interfase água-terra: das moléculas aos ecossistemas
  • Impactos das alterações globais na biogeoquímica e produtividade dos ecossistemas
  • Conservação da biodiversidade e dos ecossistemas
  • Como a Ecologia serve a Sociedade: serviços e soluções baseadas na Natureza
  • O legado de Ramon Margalef

 

Mais informações em: http://www.congresosociedadibericaecologia2019.net/Home_459_p.htm

Um novo olhar sobre o planeta

O artigo de opinião de Maria Amélia Martins-Loução - Presidente da SPECO - no jornal Público, que assinala o dia 22 de Abril, dia da Terra.

 

O consumo ávido e egoísta origina problemas ambientais e desequilíbrios sociais, como aqui se exemplifica.

"O dia da Terra, 22 de Abril, foi introduzido para nos levar a reflectir sobre o planeta onde habitamos. Actualmente, a humanidade vive à custa do consumo dos recursos renováveis da Terra como se houvesse mais dois planetas. Apesar destes excessos, as desigualdades sociais, a pobreza, o excesso de consumo são uma constante, e políticas, que integrem as necessidades sociais e a salvaguarda do património natural, são pouco eficientes. Em 2012, Kate Raworth, economista inglesa, usou a ideia das barreiras planetárias lançada em 2009 por Johan Rockström, para lançar a Economia Donut. A proposta é repensar o conceito de desenvolvimento económico associando a justiça social com a sustentabilidade ambiental. O novo olhar convida à junção das barreiras planetárias com as sociais, como ponto de partida para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis.

No actual modelo de gestão económica, as sociedades funcionam quase como um piloto a navegar sem bússola. As políticas públicas oferecem poucos incentivos em direcção a um caminho sustentável e as pessoas vivem em função do curto prazo e do seu círculo restrito familiar. Vive-se com a certeza de haver solução para tudo: a inovação científica e tecnológica avança a velocidade cruzeiro apontando respostas satisfatórias.

É fundamental saber usar os recursos globais, sem criar desigualdades sociais. No entanto, desde a década de 60 do século XX que Portugal consome mais do que produz, tendo aumentado 68% a sua pegada ecológica, actualmente de 3,6 hectares globais. De acordo com a “Global Footprint Network”, o desenvolvimento sustentável do planeta ocorre se, a nível global, forem atingidos 1,7 hectares globais. Não se pode continuar a ignorar este problema. O consumo ávido e egoísta origina problemas ambientais e desequilíbrios sociais, como aqui se exemplifica."

 

Leia o artigo completo no Público:

https://www.publico.pt/2018/04/21/sociedade/opiniao/um-novo-olhar-sobre-o-planeta-1811136

Prémio de Doutoramento em Ecologia? “A candidatura é simples e, além de não terem nada a perder, poderão ter muito a ganhar!”: a entrevista a Alice Nunes

 

 

A SPECO entrevistou Alice Nunes - vencedora do segundo prémio na primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia - para saber o que há a dizer aos jovens ecólogos portugueses que estão a pensar candidatar-se em 2018. 

 

SPECOO que a levou a concorrer ao prémio?

AN: Tomei conhecimento do concurso e fui também incentivada pelos meus orientadores. Como reunia as condições de eligibilidade e o processo de candidatura era relativamente simples, decidi concorrer. O facto de ser um prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Ecologia foi uma motivação extra, pelo prestígio que representa uma distinção na área de Ecologia a nível nacional.

 

SPECOQual foi o impacto que o prémio teve para a sua carreira científica?

AN: Ter-me sido atribuído o segundo lugar do prémio contribuiu para uma divulgação mais ampla do meu trabalho de doutoramento, por exemplo, através da publicação de notícias e de entrevistas que dei a este respeito e da apresentação no congresso da SPECO. Essa divulgação suscitou o interesse de outros colegas investigadores, abrindo portas para futuras colaborações, além de potenciar o impacto do meu trabalho junto de outros públicos. Esta distinção é também importante para o meu curriculo e um incentivo para continuar a trabalhar em investigação em Ecologia. É muito gratificante ver o nosso trabalho reconhecido entre outros de muito boa qualidade, e um motivo de orgulho pelo facto de ser promovido pela Sociedade Portuguesa de Ecologia.

 

SPECOO que recomendaria a todos os que possam estar na dúvida de concorrerem?

AN: Recomendaria que concorressem, sem sombra de dúvida. A candidatura é simples, não toma muito tempo e, além de não terem nada a perder, poderão ter muito a ganhar! Boa sorte.

Filipa Filipe, o Eco da SPECO que pretende ligar a Ecologia à Engenharia Florestal

 

Filipa Filipe, novo Eco da SPECO, é Presidente da APEF - Associação Portuguesa de Engenharia Florestal e aluna do mestrado em Engenharia, Gestão Florestal e dos Recursos Naturais, no Instituto Superior de Agronomia. A sua formação base e a associação a esta iniciativa demonstra a multidisciplinaridade da Ecologia e coloca-a com ciência agregadora de vários campos do saber.

 

SPECO: De onde parte o Eco?

FF: Embora vivendo em Lisboa o contacto com a natureza sempre fez parte da minha vida e sempre influenciou a forma como vejo o mundo. Sendo Portugal um país pequeno em área, a sua diversidade de ecossistemas é grande, mas nem sempre conservados e protegidos das formas mais correctas. Esta realidade a que fui exposta desde muito cedo permitiu-me perceber a responsabilidade que cada um de nós tem para manter em equilíbrio a relação entre Homem e Natureza, conservando a natureza e vivendo de forma cada vez mais sustentável. A escolha de estudar Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais, no Instituto Superior de Agronomia, deveu-se ao desejo de tentar perceber a fundo de que formas se pode actualmente tornar a floresta num espaço ecologicamente protegido mas também ao mesmo tempo num espaço que seja economicamente rentável para o país.

 

SPECO: O que a motivou a candidatar-se?

FF: A Associação Portuguesa de Estudantes Florestais (APEF) tem como um dos seus principais objectivos o desenvolvimento de relações académicas e profissionais na área das ciências florestais. Fez por isso, para a APEF, todo os sentido candidatarmo-nos ao programa “Eco da SPECO” como meio para uma aprendizagem multidisciplinar e que relacione temas tão actuais na nossa sociedade como a Floresta, o Meio Ambiente e a Ecologia.

 

SPECO: Como espera levar a Ecologia mais longe?

FF: É nosso desejo que a relação que começa agora entre a APEF e a SPECO seja duradoura e que contribua para uma melhor educação ecológica da sociedade.
Através da nossa participação no “Eco da SPECO” esperamos mostrar qual o papel que a Engenharia Florestal tem na conservação de ecossistemas florestais, desmistificando ideias preconcebidas sobre a profissão e sobre a importância de existir um cada vez maior conhecimento específico sobre ciências florestais e ecologia.

"Espero levar a Ecologia mais longe ao trazê-la para perto das pessoas que me rodeiam", o que levou Rúben S. de Oliveira a ser em Eco da SPECO

 

A SPECO falou com Rúben S. Oliveira, novo Eco da SPECO, para saber o que o motivou-se a candidatar-se a esta iniciativa.

Depois da sua formação em Biologia, enveredou pela área da comunicação de ciência e organização de eventos que visem a educação não-formal de públicos especializados e não especializados em ciência. Desempenha estas funções na SPECO, no cE3c - Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Climáticas e no festival Pint of Science Portugal.

 

SPECO: De onde parte o Eco?

RSO: Desde cedo que o meu interesse pelas áreas do ambiente e ciências naturais se fez notar. Felizmente, a minha curiosidade acerca da Natureza sempre foi satisfeita ao longo do tempo, o que acabou por culminar na minha decisão em tornar-me biólogo, para saber mais e ir mais longe. A minha formação em Biologia da Conservação permitiu-me não só enquadrar objectivamente a biodiversidade e ecologia no fascínio que já me despertavam, mas também acordar para a necessidade e importância de contribuir para que todos possam partilhar deste sentimento. Foi assim que abracei a comunicação de ciência e a construção da ligação entre a Ciência e a sociedade, como força motriz para a consciencialização e aproximação destes dois campos que só juntos poderão progredir.

 

SPECO: O que o motivou a candidatar-se?

RSO: O facto da própria iniciativa ter como premissa o aumento da divulgação da SPECO e, portanto, de todas as causas que defende, que partilho, e que estão, sem dúvida alguma, na ordem do dia. O “Eco da SPECO” permite criar desafios conjuntos que motivem quer a SPECO, quer eu próprio, a fazer mais em prol dos nossos objectivos comuns. Sendo mais, e trabalhando juntos, acredito que tanto o “Eco” como a SPECO irão beneficiar desta relação, assim como todos os que aderirem e partilharem experiências connosco.

 

SPECO: Como espera levar a Ecologia mais longe?

RSO: Espero levar a Ecologia mais longe ao trazê-la para perto das pessoas que me rodeiam. Irei procurar desenvolver iniciativas que permitam fascinar o público não-especializado com a Ecologia e com a Ciência em si mesma, de modo a promover a mudança de comportamentos e a adopção de atitudes mais conscientes para com os problemas ambientais que o mundo atravessa. A Ecologia agrega tantas oportunidades como desafios, e todos temos de saber interpretá-los da melhor forma, fazendo uso do conhecimento e de informação credível para formular opiniões e tomar decisões.