Nomeação do Prof. Jorge Paiva como sócio de honra da SPECO | Tectónica de placas: testemunhos fitogeográficos

Entrega de distinção e palestra

14 de Setembro, 11h00

Universidade de Coimbra

Entrada livre

 

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O Professor Jorge Paiva é um dos mais eminentes botânicos e ecólogos Portugueses. Como sócio número 1 da SPECO, no ano 2018 foi lhe atribuído o estatuto de sócio de honra da SPECO. No dia 14 de Setembro, a SPECO irá entregar uma menção especial ao Prof. Paiva, que retribuirá com a palestra "Tectónica de placas: testemunhos fitogeográficos".

No Globo Terrestre, a “Gaiola” ou “Ilha do Universo”, onde vivemos, há vida porque há água e energia, particularmente solar. Por isso, a água (H2O)     é o composto químico maioritário em qualquer célula viva. Cerca de 60% do corpo humano é água.

 Assim se compreende que a vida se iniciou no Planeta Terrestre no seio de água aquecida, o designado “Caldo Quente”. Isto é, água e energia são os princípios da vida na Terra.

A transmigração dos seres vivos do meio aquático para o meio terrestre, implicou a difusão da água por todo o corpo, através de um líquido (sangue, nos animais; seiva, nas plantas), transportado por vasos (veias e artérias, nos animais; floema e xilema, nas plantas).

Durante a última “Pangaea” já havia plantas terrestres vasculares, as Pteridófitas, que dominaram durante o Carbonífero e Pérmico, declinando no Triássico. As primeiras plantas produtoras de sementes (extraordinária adaptação ao meio terrestre) surgem ainda no Carbonífero e predominam durante a formação da Laurásia e “Gondwana”, isto é, durante o Jurássico e Cretácico, declinando no Terciário. Quando surgem as plantas com flores e frutos (adaptação à elevada zoodiversidade), as Angiospérmicas (final do Jurássico princípio do Cretácico), inicia-se a separação da América do Sul do Continente Africano. Quando as Angiospérmicas se encontravam já em plena expansão (Cretácico -Terciário) dá-se a disjunção da Australásia do extremo Sul da América.

Assim se compreende a existência de espécies de Angiospérmicas extremamente semelhantes, no extremo ocidental do Continente Europeu (litoral ocidental da Península Ibérica) e no extremo nordeste do Continente Norte Americano [litoral sudeste do Canadá (Estados do Québec, New Brunswick e  Nova Scotia) e nordeste dos Estados Unidos (Estados  do Maine, New York, New Jersey e Massachusetts)]. Tal como nos Andes e nas ilhas subantárticas entre o extremo sul da América e a Austrália.

Exemplos mais recentes, ilustram semelhanças fitogeográficas de elevações orográficas resultantes da compressão entre placas adjacentes (Timor e Austrália, por exemplo) e distribuições fitogeográficas aparentemente disjuntas (exemplo a família das Araucariaceae).

 

Local

Anfiteatro I (1º andar - Antropologia) do edificio São Bento da Universidade de Coimbra.

 

Organização

SPECO - Sociedade Portuguesa de Ecologia