As duas faces do azoto

 

Sabia que respiramos 78% de azoto? No entanto, não o sentimos nem utilizamos. Só algumas bactérias o podem converter em formas químicas, disponíveis para as plantas, que depois transferem para os animais, sob a forma proteica. Durante milhares de anos a agricultura esteve dependente de bactérias presentes no solo. Há um século, o processo Haber-Bosch, de produção industrial de fertilizantes, foi o rastilho da chamada revolução verde que assegura, hoje em dia, a sobrevivência de metade da população humana. Apesar dos inúmeros benefícios do azoto (ou nitrogénio) para a segurança alimentar, a utilização dos fertilizantes e a queima dos combustíveis fósseis liberta formas reactivas de azoto. A resposta dos ecossistemas a este excesso de azoto é um processo complexo, mas de custo elevado, para o ambiente e saúde pública.

Ao contrário de muitos outros poluentes, o azoto pode mudar a fórmula química ao longo da sua passagem pelo ambiente. Ou seja, uma molécula pode produzir várias outras formas, que são reactivas, originando uma cascata de efeitos que se sentem ao nível dos ecossistemas: polui o ar, o solo e as águas, aumenta a emissão de gases com efeito de estufa, diminui a biodiversidade e afecta o funcionamento dos ecossistemas. São as duas faces do azoto: por um lado, é bom e necessário para nos permitir o acesso ao alimento, por outro, é mau quando em excesso.

 

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O vídeo "As duas faces do nitrogénio" colocado no início deste artigo foi produzido pelo projeto NitroPortugal e financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Horizonte 2020.