A Rede Portuguesa de Restauro Ecológico foi oficializada a 2 de Agosto de 2019 no âmbito do 15º Congresso da Federação Europeia de Ecologia, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. 

A oficilização deu-se através de assinatura de um protocolo entre a Society for Ecological Restoration Europe (SERE; Sociedade Europeia de Restauro Ecológico) e a SPECO. A assinatura do protocolo ficou marcada pelos discursos das investigadoras que actualmente coordenam a Rede, Alice Nunes -  investigadora do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais – cE3c (FCUL) - e Patricia Rodríguez González - investigadora do Centro de Estudos Florestais – CEF (Instituto Superior de Agronomia) -, bem como de Melinda Halassy, representante da Direcção da SERE.rede portuguesa restauro ecologico

A apresentação pública foi antecedida pelo 1º Encontro da Rede que teve lugar a  21 de março e que contou com a presença de 53 profissionais de restauro ecológico vindos de norte a sul do país – na sua maioria investigadores, mas também profissionais da administração pública, entre os quais representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), de empresas públicas e privadas, organizações não governamentais, e também estudantes e sociedade civil. O encontro contou ainda com a apresentação de Jordi Cortina (Coordenador da SERE) sobre a missão e trabalho da SERE.

 

Actualmente, são já mais de 200 membros os profissionais e entidades inscritos na Rede Portuguesa de Restauro Ecológico, representando áreas tão diversas como o restauro de florestas e agro-florestas, de pedreiras e minas, áreas afetadas pela construção de infra-estruturas (ex. estradas), áreas urbanas, rios e zonas húmidas, zonas costeiras incluindo sistemas dunares, ecossistemas marinhos (ex. pradarias marinhas) e ecossistemas insulares, incluindo temas mais específicos como a recuperação de áreas ardidas ou o controlo e erradicação de espécies invasoras.

 
A Rede tem como principais funções e prioridades:

1. Reunir e partilhar informação sobre o restauro ecológico em Portugal; criar uma base de dados de projectos de restauro ecológico em Portugal com as respectivas localizações; criar uma plataforma de partilha;

2. Facilitar a comunicação dentro da rede e dinamizar iniciativas com outras organizações e sociedades: organização de um congresso nacional; elaborar publicações conjuntas (p. ex relatórios, artigos, livros, manuais de boas práticas); fomentar a colaboração com entidades públicas e privadas; divulgar legislação aplicável e oportunidades de financiamento;

3. Formação técnica: realizar cursos, workshops, seminários técnicos;

4. Promover acções de divulgação e sensibilização para a sociedade, empresas privadas e administração pública; publicação de revista ou newsletter; divulgação de boas práticas;

5. Transferência de conhecimento para decisores políticos: formar um comité científico de aconselhamento; produzir relatórios técnicos conjuntos; dinamizar e elaborar uma estratégia de valorização do restauro ecológico em Portugal.

 

Os investigadores interessados em participar na Rede Portuguesa de Restauro Ecológico devem contactar as investigadoras Alice Nunes e Patrícia Rodríguez González através do e-mail Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

 

 

 

2ª edição da Conferência Internacional sobre Recuperação de Pedreiras

Quarries Alive 2020

A 2ª edição da Conferência Internacional sobre Recuperação de Pedreiras “Quarries alive” terá lugar na Universidade de Liège, Bélgica, de 24 a 26 de junho de 2020, com o tema “Pedreiras como oportunidade para a biodiversidade e serviços do ecossistema - Uma abordagem europeia” (Quarries as opportunity for biodiversity and ecosystem services – A European approach).

Princípios e boas práticas do restauro ecológico (EN)

A Sociedade Europeia de Restauro Ecológico (SERE) publicou a segunda edição dos princípios e boas práticas do restauro ecológico.

Ecological restoration, when implemented effectively and sustainably, contributes to protecting biodiversity; improving human health and wellbeing; increasing food and water security; delivering goods, services, and economic prosperity; and supporting climate change mitigation, resilience, and adaptation. It is a solutions‐based approach that engages communities, scientists, policymakers, and land managers to repair ecological damage and rebuild a healthier relationship between people and the rest of nature. When combined with conservation and sustainable use, ecological restoration is the link needed to move local, regional, and global environmental conditions from a state of continued degradation, to one of net positive improvement. The second edition of the International Principles and Standards for the Practice of Ecological Restoration (the Standards) presents a robust framework for restoration projects to achieve intended goals, while addressing challenges including effective design and implementation, accounting for complex ecosystem dynamics (especially in the context of climate change), and navigating trade‐offs associated with land management priorities and decisions.